Recentemente terminei Contos de Aprendiz, do eterno Carlos Drummond de Andrade. O livro não é nada menos de que eu esperava e, os contos não poderiam ser mais deliciosos de ler. Entre contos inocentes e doces como "O Sorvete", pegava-me fazendo caretas de repulsão ao ler o divertido "O Gerente", que acabou por se apresentar como um dos meus favoritos, juntamente com "Miguel e Seus Furtos".
Carlos, homem de imaginação, viajou por diversos ambientes nesse livro. De internatos no interior, em "O Sorvete", a desencontros no ônibus lotado, como em "Extraodinária conversa com uma senhora de minhas relações". Peguei-me indignada, rindo ou até emocionada durante a prazerosa leitura do livro. História boa é história capaz de nos fazer imaginar os personagens, criar a cena em nossa mente e mergulhar nela, sem qualquer receio.
Não quero estender esse post, acabaria contando partes dos contos que o próprio leitor deve desvendar. Espero que essas palavras tenham feito alguma justiça à genialidade de Drummond mas, de qualquer maneira e com toda a certeza, saibam que elas não conseguiram descrever o melhor dessa obra; isso só pode ser feito através da leitura da própria.
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